quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Melhor metáfora sobre FRIEND ZONE




Cultura Inútil do Dia: FRIEND ZONE, ou Zona da Amizade, é um termo cunhado para designar quando o "espaço" na vida de uma pessoa onde quem está lá é amigo. Como AMIGO, entendam esse texto sensacional que vi uma vez no Twitter, há muito tempo, traduzi e botei no meu perfil de orkut:

Uma mulher tem um amigo íntimo homem. Isso significa que ele é provavelmente interessado nela, e é por causa disso que ele fica sempre ao redor. Ela o vê estritamente como um amigo. Isso sempre começa com um "você é um grande cara, mas eu não gosto de você desse jeito". De uma maneira crua, isso é equivalente para o cara ao ir em uma entrevista de emprego e a companhia dizer: "Você tem um bom currículo, você tem todas as qualificações que estamos procurando, mas não iremos te contratar. Entretanto, nós usaremos seu currículo como base de comparação para todos os outros candidatos. Mas, nós iremos contratar alguém que é bem menos qualificado e provavelmente um alcoólatra. E se ele não der certo, nós iremos contratar outra pessoa. Na verdade, nunca contrataremos você. Mas te chamaremos de tempos em tempos pra reclamar sobre a pessoa que contratamos".

UPDATE: Achei o lugar onde eu vi o texto e traduzi. Foi no Bash.Org

domingo, 22 de agosto de 2010

Agradecimentos

Enfim, décadas sem postar, muita preguiça. Mas deixo logo constado que eu finalizei minha dissertação dia 30 de julho, e agora sou Mestre em Matemática (hellyeah). O título da dissertação foi "Estimativas Extrínsecas de Autovalores de Operadores Elípticos em Hipersuperfícies".

Como eu sou um cara que tenho muita gente a agradecer, afinal todas as pessoas que passaram na minha vida nessa longa jornada me ajudaram em alguma coisa, deixo aqui meus agradecimentos, os mesmos que coloquei na dissertação, e está eternizado lá na UFC...

Gostaria aqui de agradecer a todas as pessoas que acreditaram sempre em mim.
Ao meu orientador Prof. Dr. Jorge Herbert Soares de Lira, pela paciência e ajuda. Sem ele isso
não teria sido possível.
Aos professores da UFC: Aldir Brasil, Antônio Caminha, Cleon Barroso, Fernanda Esther, José Robério, Levi Lima, Lucas Barbosa, Luquésio Jorge, Silvano Menezes. Por terem me ensinado
coisas que vão al´ em da compreensão.
Às minha professoras da Graduacão, lá na UFRPE: Maité Kulesza, Márcia Pragana, Maria
Eulália. Por terem me dado o maior apoio possível para que eu entrasse na pós-graduacão.
À Secretária da Pós-Graduacão Andréa Costa Dantas, o nosso oráculo com relacão a qualquer
coisa do curso.
Aos meus pais, Luiz Carlos e Maria José, minha irmã, Mirna Juliana, e minha avó Creuza, pelo
apoio incondicional.
À minha tia e madrinha Queu, que ao estar lendo isso estará chorarando, por ter acreditado
sempre.
À Renata, Tiago, Rogério e Paulo, minha outra família em Recife.
Às filhas de Seu Dudu (Sr. José Araújo in memoriam), Aldecira, Aurecir, Aurenice, Auriceia,
Aurineia e Auristeia, por incríveis verões passados na infância, e por ter despertado meu prazer
pela docência.
Aos meus tios e tias, primos e primas Brasil afora. Por participarem de tudo sem mesmo estar
juntos.
Aos meus amigos de jornada, José Deibsom, Leon Denis e Tiago Veras. Foi difícil, mas no
fim, conseguimos. Sem eles eu não teria tido forças para continuar.
Aomeu cunhado Kléber Magrão, por estar sempre dando uma força ao menor sinal de hesitação
minha.
Ao meu ex-técnico de Atletismo, Prof. Gilberto Freire, pelas inúmeras lições de sabedoria.
À Giselly, a quem prometi que estaria no meu discurso de vitória.
À Michelly, Oldineia e Renata pelas calorosas visitas a Fortaleza.
Aos colegas que conheci aqui na Universidade, e que sempre nos ajudaram e estavam pre-
sentes em todos os momentos: Adam Silva, Alexsandro Belém, Antonio Edinardo, Antônio Wil-
son, Carlos Braúna, Cícero Aquino, Cícero Fágner, Damião Júnio, Davi Carneiro, Ernani Júnior,
Flávio França, Francisco Calvi, Francisco Chaves, Francisco de Assis, Gleydson Chaves, João
Francisco, João Victor, Jonatan Floriano, José Nazareno, Kelton Silva, Marco Antonio, Maria
de Fátima, Michel Rebouças, Priscila Alcântara, Rondinelle Marcolino, Sérgio Faustino, Thadeu
Ribeiro, Tiago Cruz, Tiago Alencar, Tiarlos Cruz, Upá Gomes. Obrigado por tudo.
Aos colegas da Parquelândia: Ariel, Betão, Bill, Carlos "Tchan" Augusto, Dona Maria (in memo-
riam), Marcelo Baiano, Maria, Luana, Pedrinho, Vítor. Aquele abraço. Saudades. Nos veremos
ainda.
Aos novatos: André Sampaio, Eurípedes Carvalho, Leonardo Tavares, Raquel Costa, Renato
Araújo. Ânimo! Que assim vocês chegarão às estrelas.
Aos meus amigos de infância: Adriana Sales, Cínthia Santiago, Cláudio Silva, David Veríssimo,
Dayse Monteiro, Edith Mendes, Edson Teixeira, Elaynne Alves, Ewerthon José, Heyder Antunes,
Izaak Higino, Jadsom Gonçalves, Jefferson Gonçalves, Jorge Gustavo, José Adeir, Laís Monteiro,
Leandro Nascimento, Mário Bandeira, Priscila Castanha, Rafaela Andrade, Renata Mendes, Ri-
cardo Luiz, Thiago Oliveira, Vanessa Monteiro. Que continuemos assim, juntos, por muito mais
anos.
Aos amigos Manobreiros: Angélica Ribeiro, Artur Souza, Jorge Vieira, Tatiehlly Sant’Anna,
Thiego Sant’Anna. Por mais longe que estejamos uns dos outros, as manobragens permanecem.
Aos amigos do CCAA: Giselle Oliveira, Ivana Oliveira, Júlio César, Márcia Júlia, Nathália
Ingrid. Incríveis dois anos, e amizades para a vida toda.
Aos colegas que (quase) nunca vejo, mas sempre estão por perto para me dar uma força:
Anselmo Guerra, Charles Barbosa, Demiam Fonseca, Ferdinando Woicickoski, Leandro Clemente,
Márcio Oliveira, Melissa Ravanelli, Suzanne Heist, Thaíze Cordeiro, Tiago Tavolari, Vanessa Ar-
coverde, Wagner Medeiros, Yuri Petnys.
Aos meus pequeninos Bianca e Gabriel. O futuro do nosso mundo jaz em suas mãos.
Aos que eu esqueci, mil desculpas. Foram muitos nomes, eventualmente esqueci de algum.
À Pós-Graduação de Matemática da UFC, pela acolhida.
À CAPES pelo apoio financeiro

domingo, 24 de janeiro de 2010

A Teoria do Ovo


Gostaria de falar hoje sobre ovo. Sim, ovo, bife do oião, do mais barato possível, como uma metáfora para mulheres. Elas irão me odiar depois dessa, mas secretamente vão entender e ver a verdade. Muitos caras concordarão, claro, outros acharão que é machista ou algo assim, mas eu só posso dizer que é o que acontece na nossa vida, e provavelmente no fim vocês tirarão os pensamentos hipócritas de suas cabeças e encarar a verdade.

Começo com o seguinte diálogo, que aconteceu num mictório qualquer de um bar que não lembro o nome agora dita pelo Profeta, nesse caso, o cara que fundou a Teoria. Estávamos conversando sobre o fato d'O Profeta ter ficado com uma menina feia. Daí, rolou:

- Filipe, ovo é a melhor comida do mundo?
- Não, Profeta.
- Mas você não come mesmo assim?

BAM! O tecido da realidade se rompeu diante de mim enquanto eu vivia num mundo de sonhos (ou não). É isso! O que seria o "ovo"? A mulher "feia", é isso! Entenda como feia uma mulher que não "desce" fácil. Existe mulher BONITA mas que não faz o negócio direito. Essa seria feia. Existe Raimunda que é Doutora nas Artes da Alcova, portanto ela não é feia, por mais paradoxal que seja.

Então, vamos à Teoria em si.

Axioma : Um ovo em um momento de fome pode salvar sua vida.
Corolário 1: Se você vive comendo picanha, não tem porquê comer ovo.
Corolário 2: Se tiveres fome, e recusares um ovo, talvez você prefira uma salsicha.

Lei (do Ovo): Mulher feia é feito ovo. Não é a melhor comida do mundo, mas você come mesmo assim. (PROFETA, 2006)

Antes das mulheres começarem a me apedrejar em praça pública, entendam, mulheres, não estou comparando vocês ao ovo EM SI. É uma metáfora. Eu poderia ter usado qualquer comida subestimada pela população, por exemplo um pão-com-manteiga, mas o ovo dá um efeito dramático melhor. Outra coisa, não estou dizendo que toda mulher que eu fico é feia, tô dizendo que as feias podem ser pegáveis também. Eu seria hipócrita se dissesse que as mulheres "feias" têm que ficar à mercê da seleção natural e morrerem virgens. Doa em quem doer, a verdade está aí, quer queiram ou não.

Disserte sobre isso nos seus comentários...

sábado, 23 de janeiro de 2010

Uma gigantesca VDM...

Hoje, antes de tudo Feliz Ano-Novo. Como estava de férias em Recife e meu curso de verão na UFC já começou pesado (toda segunda uma prova), deixei o blog às moscas. Mas, como penso em vocês, tenho uma história tragicômica que aconteceu comigo em Dezembro. Vamos lá.

Para começar, vou situar vocês. Nos fins de Novembro pintou uma oportunidade de trabalho para alguns colegas do Mestrado (aí inclusos L. e D.) e eu. Nós iríamos avaliar as aulas práticas dos futuros professores do estado do CE em um concurso público. Grana boa por dois dias de trabalho. Infelizmente, o concurso estava marcado pros dias 12 e 13 de Dezembro, e eu tinha uma passagem comprada de Fortaleza para Recife pro dia 5. Como nós estávamos ansiosos para voltar às nossas casas, e o semestre tinha acabado dia 1, decidimos regressar e voltar dia 10 ou 11, de carro para economizar. Até aí tudo bem, gastaríamos com passagem, mas ao menos teríamos um carro aqui.

A VIAGEM

Chegando em Recife, na semana em que íamos viajar ia ocorrer a Feira Música Brasil. Evento gratuito que rola todos os anos. Na programação da quarta-feira, Banda Black Rio e Mano Brown; Móveis Coloniais de Acaju; e a tão esperada Nação Zumbi, com a gravação do DVD em homenagem aos 15 anos de lançamento do cd fodão Da Lama ao Caos. Na quinta tinha Mundo Livre e Sepultura, na sexta Pitty e Marcelo D2, e por aí vai. Eu estava ansioso pra ir, claro. Mas sabia que se fosse viajar na quinta de manhã teria que fazer um esforço enorme para assistir à Nação Zumbi. Na quarta, D. me liga dizendo que a gente precisa estar lá pelo menos na quinta, caso rolasse alguma reunião de esclarecimento da empresa realizadora do concurso. Marquei com L., e decidimos ir quinta de manhã, às 6 na casa de L.

Fui pro show, muito legal, bebi litros, cheguei em casa tinha uma mensagem de L. dizendo para eu chegar às 7. Até aí tudo bem. Fui arrumar o que ia levar, afinal, esqueci de fazer as malinhas. Como eu ia acordar muito cedo, guardei notebook logo na bolsa, algo que normalmente só guardo por último, e como ainda estava bebinho, fui dormir umas 2 e meia. Acordei, saí atrasado porque ia dar carona pra minha mãe e para minha irmã, fui para casa de L. Cheguei na casa dele atrasado, porque eu tinha esquecido o caminho, acabei entrando no caminho certo e voltando achando que estava errado, depois me toquei, tive que fazer um retorno, errei a saída da BR, tive que fazer outro retorno, e quase errei a entrada da casa dele. Isso mesmo, eu errei 3 entradas/saídas só pra chegar lá. Peguei L. e seu irmão K. que estava de férias e queria curtir a cidade, passei na casa de D. quase 9 da manhã, e seguimos na BR-101.

Quando eu me preparei pra viagem, eu vi o caminho pelo mágico Google Maps. Olha o caminho que ele me passou:


Exibir mapa ampliado

Aparentemente, nada de errado com o mapa, né? A viagem foi legal, com exceção de uns caminhões grandes na nossa frente impedindo que ultrapassássemos, e que a MAIORIA dos postos de gasolina na BR NÃO aceitam cartão de crédito. Então, quando for fazer uma viagem, cuidado com isso. No mais, tudo transcorreu sem problemas até chegarmos a Aracati, à noitinha. Lá, tinha uma placa: "Para Fortaleza via BR-304 ^ Via CE-040 ->". Bom, no nosso mapa do Google que eu tinha em mente, e pelo senso comum, afinal, BR's são melhores que estaduais, optamos viajar pela BR-304, que de agora em diante até o fim da minha vida, chamarei de BR-304 OF DOOM.

O trecho da BRoD que sai de Aracati até a Br-116 (que chamarei de OF JESUS, saberás o porquê) tem uns 50 km, e o cruzamos em umas duas horas. Isso. 25 km/h de velocidade média. Por causa de BURACOS. CRATERAS. Vieram aos poucos, batendo forte embaixo do carro, porque os primeiros eu não vi porque estava muito rápido e escuro. Depois tive que ir bem devagar. O foda é que a gente só viu uns poucos carros pequenos no trecho, e muitos caminhões grandões, daqueles bitrem. Amigo leitor, imagina você em uma caixinha de metal chamada Gol, no escuro, em uma estrada esburacada, e vendo caminhões como esses serpenteando pela estrada para desviar dos buracos, correndo risco de bater em você:



É assustador, não? Poisé. Nisso, a estrada não acabava, eu não via VIVALMA perto. Nem uma casinha que pudesse ajudar a gente caso a porra do carro quebrasse em algum lugar. Você podia sentir o medo dentro do carro. Todo mundo caladinho, esperando o pior. Até L., que é danado para soltar uns peidos fodas, não deixou nada passar. Situação nossa também, claro. Tive que ir pro acostamento algumas vezes por causa dos caminhões, com medo de bater. Claro, caminhões com uma carga imensa, as famosas fórmulas Massa x aceleração e Massa x Velocidade ficavam passando na minha cabeça o tempo todo. Bom exercício de Física e concentração. "Um bitrem carregado tem um peso total de umas 50 toneladas. O caminhão tá a 30 por hora. E meu Golzinho tá com 1,3 tonelada a 30. A pergunta não é SE, mas COMO eu vou me fuder agora." FODA.

Até, finalmente o martírio acabar, e chegarmos na BR-116 OF JESUS, mais limpa, sem buracos. Alívio imenso. Chegamos em casa, começamos a falar com A., outro morador daqui, que também ia pro concurso. Nisso ele fala: "Pows, tá ligado que foi adiado, né?" A gente: "O QUÊ? TÁ BRINCANDO?", e ele mandou a gente checar os emails. (A empresa entrava em contato com a gente por email). A empresa tinha mandado um email às 8 da noite da quarta-feira marcando uma reunião pra quinta à noite, e logo após outro às 9:30 da noite para dizer que o concurso, por motivos de força maior, tinha sido adiado sine die. ISSO mesmo, a bagaça foi adiada por tempo indeterminado e nós não pudemos ver isso por quê? Bom, eu estava no show, cheguei em casa, saí e nem olhei internet. L. tinha saído também, e me mandou a mensagem pelo CELULAR para não ter que olhar a internet e dormir logo. D. não tinha internet em casa. Para quem não tá entendendo, foi isso mesmo que você tá pensando. Depois dessa merda TODA, o concurso ainda foi adiado. Como já estávamos em Fortaleza, com carro e etc, adotamos o discurso: "Se já tô no Inferno, não custa nada dar um abraço no Capeta" aproveitamos a situação e demos uma passeada pela cidade. Aqui, descobrimos que a CE-040 (DA FELICIDADE) era o melhor caminho, era bem asfaltada e etc, só que como os bitrem não podiam andar na CE, tinha que ir pela BRoD. FAIL eterno.

A volta transcorreu sem problemas. O único momento de medo foi quando a gente tava indo para a CE-040 e passou pela BRoJ. Pensei logo na BRoD, mas passou. Ainda bem.

O CONCURSO DE FACTO

Nas férias descobrimos que o concurso foi marcado para dias 9 e 10 de Janeiro. Só tínhamos que ir para uma reunião de esclarecimentos no dia 5, no lugar onde seriam as provas, um grande colégio daqui. Como não sabíamos o caminho, um amigo diz: "Cara, pega a Topic/Van/Perua 06 lá na Avenida Bezerra de Menezes que passa lá por perto". Até aí tudo bem. L., D., A. e eu estávamos esperando a bendita Topic, quando passa uma Topic laranja, da cooperativa de Caucaia, que é uma cidade vizinha, com o número 06. Os meninos demoraram a chegar, então perdemos. Depois passou uma azul, da cooperativa de Fortaleza, com o número 06, e pegamos. D. perguntou o lugar onde descer, e o trocador/cobrador disse que ia avisar. Chegando numa avenida aqui, L. com receio mandou eu perguntar, e quando me levantei, o cobrador disse: "Rua Tal é agora." Eu achei estranho, mas como o cara devia saber mais que eu, descemos. Daí, reparamos que estávamos MUITO longe do lugar certo, e o cobrador disse o lugar errado pra gente, o fdp. Tivemos que pegar outra Topic pra chegar lá.

No primeiro dia do concurso, além de nós 4, F. resolveu ir com a gente também. Na parada, pegamos a MALDITA Topic 06 LARANJA, de Caucaia. Nisso, eu comecei a reparar que o caminho era "estranho", mas desencanei, achando que era outro itinerário. Nisso, a Topic para no centro da cidade. Bateu um desespero. O motorista disse que se fosse pra ir pro lugar que a gente queria, a gente teria que voltar pra nossa parada original, e pegar outra Topic, afinal ele não sabia chegar no Colégio DO CENTRO da cidade. Farei uma pausa aqui para criticar o Sistema de Informações Populares da cidade de Fortaleza. PQP. É incrível como as pessoas não sabem passar uma informação direito aqui nessa cidade. Se você para um cara na rua e fala: "Amigo, como faço pra chegar no lugar X?" O cara fala: "Má, má, é logo ali pertinho, vai aqui direto". Normalmente o "logo ali" tanto varia de 1 km para 1 légua. É sério. Continuando. F. saiu de perto da gente e foi negociar com um cara em uma kombi. O cara disse que levava a gente por uns 40 paus. Nisso, eu subi na kombi e fiquei lá, olhando a hora no relógio para não chegar atrasado. Eu conheço um pouco as ruas daqui, e comecei a reparar que a kombi começou a pegar um caminho estranho, um caminho que vai para a CE-40 (da Felicidade). Aí me toquei: O colégio que íamos tem 3 unidades. Uma no centro, outra em um bairro nobre (que era pra onde iríamos) e outra na PQP. Reparei que a gente tava indo pra PQP (clique aqui para efeito sonoro). F. é um cara gente boa, só que é do interior e não conhece muito bem Fortaleza, aí se enrolou. Ele marcou pro cara levar a gente pra PQP. Puto da vida, o motorista deu meia-volta e foi pro lugar certo.

Lá no concurso, descobri que a Maldita Topic laranja na verdade nem PODIA parar pra pegar passageiros na cidade de Fortaleza. E claro, a Cooperativa de Caucaia, embora tenha os mesmos números, tem um itinerário totalmente diferente da de Fortaleza. E claro, o sistema de transportes não se importa em colocar Topics de mesmo número parando no mesmo lugar. Até aí, tudo ocorreu bem até que à tarde a gente recebe a notícia: O dinheiro que a gente ia receber pelo concurso ia ter um desconto de 11% de contribuição ao INSS. O QUÊ?! Nós não contribuímos pro INSS porque não temos emprego fixo, somos classificados como autônomos lá, e por isso podemos fazer a contribuição individual. Além de toda a merda, a galera só veio avisar pra gente de última hora que íamos ter que fazer a contribuição OBRIGATÓRIA pro INSS.

Bom, senhores, é isso. Com essa eu finalizo meu relato. VDM

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O "problema" com Dan Brown

Saudações, guerreiros.

Tive a ideia desse post depois que o jornal The Times disse que o pior livro da década foi O Código DaVinci. Depois de ter finalizado, eu ouvi isso aqui. Nerdcast sobre o filme O Código da Vinci. Recomendo.

Como eu sei que meus ínfimos leitores não são vegetais, eu assumo que os senhores sabem quem é Dan Brown, o infame autor do fenômeno editorial "O Código DaVinci" e também de "Anjos e Demônios", "Fortaleza Digital", "Ponto de Impacto" e o mais recente (que não li), "O Símbolo Perdido".


Se você não conhece, "meet Dan Brown"

Pois bem. Dan Brown fez um sucesso ENORME (no estilo HUGE MOTHERFUCKA) com seu livro "O Código DaVinci", por causa das polêmicas levantadas no livro, falar da Igreja, Maria Magdalena (eu usei o "G" pra dar um ar cult) e sua relação com Jay C (popularmente conhecido com Jesus Cristo) e etc.

O problema maior de Dan Brown para as "mentes pensantes" em geral foi que no início do livro ele declara algumas coisas como FATO, sobre o Priorado de Sião e etc. Coisas essas que são totalmente inventadas por um cara tão fanfarrão quanto ele, o Pierre Plantard, e que foram "mastigadas" em um livro de 85, chamado "A linhagem sagrada e o santo Graal" (tradução livre minha), de Michael Baigent, Richard Leigh e Henry Lincoln.

Enfim, não é sobre isso que eu necessariamente quero falar. Gostaria de falar sobre as críticas (não necessariamente infundadas) que o autor recebe.

Doa em quem doer: Eu acho que os livros do Dan Brown possuem uma narrativa incrível, e como narrativa entendam "como" ele conta a história. Mais ainda, como ele te prende na leitura e coisa e tal. E também é fácil de ver nos textos dele que existe uma pesquisa muito forte envolvida no negócio, ele sempre tenta mesclar algo histórico ou real com a trama que ele está desenvolvendo. Quem tem as versões ilustradas do Código ou do Anjos sabe do que eu falando.

Mas tem algo MUITO chocante, e por essa eu daria um "Pedala Robinho" no Dan Brown: A história é igual sempre. Não querendo spoilear muito, mas sempre você vai conseguir sentir um padrão na trama do Sr. Brown. Saca aquele personagem importante X no livro Y que faz A e depois B? É, amigo, ele vai fazer a mesma coisa no outro livro. Fato. Acho que essa é a única grande falha dele. Se tiver outra no livro, com relação a furos na trama e etc, não lembro agora. Mesmo assim, eu leria outro livro dele, só pra ver como é a história por trás de tudo. É como se fosse uma sinfonia. Você sabe (ou saberá agora) que uma sinfonia normalmente se compõe de 4 movimentos, o primeiro "alegrinho", o segundo lento, o terceiro um minueto (uma dança) ou um Scherzo (uma brincadeira, ou, podemos dizer que eles tocavam "for the lulz") e o quarto, de novo algo alegre ou um rondó, que é algo que tem um tema principal intercalado por dois ou três temas que sempre se repetem na música. (Para entender essa sequência, escute toda a peça de Vivaldi "As Quatros estações"). Como dizia, é como uma sinfonia. Tem uma forma pré-estabelecida, mas o que importa é o que acontece no meio do caminho. Ou uma comédia romântica, ou uma novela da Globo.

Isto posto, acho que O Código DaVinci não devia ser considerado o "pior livro da década". Acho que os pseudo-cults que comandam essas paradas acham que uma obra só é boa se chegar ao alcance de poucas pessoas. Se uma quantidade enorme de pessoas usufruir da obra, tá no "mainstream" e portanto não presta. Eu diria que é quase (e enfatizo o QUASE) como o caso do Paulo Coelho. Não aprofundarei sobre ele agora, talvez no futuro. Muita gente fala mal dele também, mas pelos "motivos errados", ao meu ver. Aí ficaram fazendo piada porque o cara entrou na Academia Brasileira de Letras. Entrou justamente por isso, porque incentivou a leitura em milhares de pessoas. Ora, quem você não conhece (que costuma ler coisas) não leu Paulo Coelho? E o mais importante, quantas pessoas que não leem NADA e começam por Paulo Coelho por algum motivo? Estranhamente, o cara tem sua importância.

Enfim. O Símbolo Perdido já está à venda, e eu vou ler...

P.S: Recomendo às pessoas que leiam Frederick Forsythe. Gosto muito dos livros dele, são de ação/suspense (thriller), mas sem muita frescura.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Meu caro amigo, quem é?

*Essa postagem foi uma correção sobre algo que ouvi no Nerdcast sobre Ditadura Militar. Alguém tinha dito que a música foi feita por Chico enquanto ele estava no exílio, mas ele já tava no Brasil quando escreveu.

Recomendo agora que vocês escutem a música "Meu caro amigo", de Chico Buarque, em parceria com Francis Hime. Se ouviu, ótimo. Aqui vai a letra e um vídeo "making of" (recomendadíssimo) no Youtube:


Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando e também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus


A música é de 1976, se não me engano e se vocês repararem, vão entender que é uma carta que ele manda do Brasil para o amigo dele, o famoso dramaturgo Augusto Boal, que fundou o Teatro do Oprimido, e escreveu "Mulheres de Atenas" junto com Chico, e morreu esse ano. Boal estava exilado em Lisboa quando a música estava escrita, e Chico já tinha voltado de seu exílio. Acho que é uma das músicas mais legais dele.

Gostaria de deixar a última estrofe da música:

A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus

Marieta, claro, é a Marieta Severo, ex-mulher do cara, Cecília (Cecília Boal) a mulher de Augusto, e Francis é o Francis Hime, co-autor da música.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Falta de humildade x Confiança

...Ou, humildade é sobreestimada?

Quem me conhece sabe que às vezes eu tenho atitudes que para os olhos politicamente-corretos são vistas como "falta de humildade". Por isso, gostaria de explicar o significado da parada, claro, retirada das Escrituras Sagradas:

Humildade vem do Latim humus que significa "filhos da terra". Refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A Humildade é a virtude que dá o sentimento exato da nossa fraqueza, modéstia, respeito, pobreza, reverência e submissão.

Baseado nisso, gostaria de falar também de Confiança:

Confiança é o ato de deixar de analisar se um fato é ou não verdadeiro, entregando essa análise à fonte de onde provém a informação e simplesmente absorvendo-a.Confiar em outro é muitas vezes considerado ato de amizade ou amor entre os humanos, que costumam dar provas dessa confiança. A confiança é muito subjetiva porque não pode ser medida, é preciso acreditar em alguém e conhecê-lo para poder confiar, o que torna a confiança um conceito intrínsico. Confiança é o resultado do conhecimento sobre alguém. Quanto mais informações corretas sobre quem necessitamos confiar, melhor, formamos um conceito positivo da pessoa.

Isto explicado, vamos ao que interessa.

Suponha que você tenha um empregado na sua empresa, que aparentemente é capacitado para uma tarefa. Você chega nele, e pergunta; "Uéslei, você consegue executar essa tarefa?". Se o Uéslei dizer que consegue fazer a tarefa, você vai dizer que Uéslei não é um menino humilde?

Ou, em outro ambiente, o Uéslei sai da prova do vestibular, e você pergunta a ele: "Uéslei, e aí, conseguiu fechar a prova?" Uéslei fala: "Cara, acho que sim. Sabia quase todas as questões." Uéslei, mais uma vez, não é humilde?

Quando as pessoas se encontram com pessoas como o Uéslei, pensam: "Cara, esse cara não é humilde", e começam a tratar o Uéslei com olhos enviesados, o cara perde a credibilidade, ninguém quer falar com ele sobre determinados assuntos (afinal, ele não é humilde, e vai nos humilhar quando perguntarmos isso a ele).

Pois bem, senhores membros do júri, o que vocês encontraram foi apenas um cara que sabe o que tá fazendo, e não tem porque esconder isso. Ou vocês acham que Uéslei, depois de ter feito a tarefa milhares de vezes, quando o chefe pergunta se ele consegue executar e ele diz que consegue, nosso Uéslei deveria dizer que ele não sabe executar, pra passar a imagem de "humilde"?

Agora, se nosso Uéslei chegasse na empresa falando: "Eu sou o fodão, vocês são uns merdas, eu consigo fazer tudo isso e etc." ou "Eu tirei a maior nota do vestibular, eu sou foda, vocês são uns merdas..." <--- Falta de humildade

Outra coisa que me irrita com relação à humildade é que sempre quando um veículo de comunicação fala de uma casa de alguém pobre, diz: "Fulano mora em uma casinha humilde." Quando esse tipo de comportamento é repetido milhares de vezes, a população passa a entender que um cara pobre é humilde, o que é legal, e o cara rico é playboy, não é humilde, não presta, a gente não deve se juntar a ele. Isso remete ao "Admirável Mundo Novo", mas já é outra estória.

Só gostaria de deixar constado para os politicamente-corretos de plantão, que quando um cara diz que é humilde, ele automaticamente deixa de ser. Fica a dica.