sábado, 23 de janeiro de 2010

Uma gigantesca VDM...

Hoje, antes de tudo Feliz Ano-Novo. Como estava de férias em Recife e meu curso de verão na UFC já começou pesado (toda segunda uma prova), deixei o blog às moscas. Mas, como penso em vocês, tenho uma história tragicômica que aconteceu comigo em Dezembro. Vamos lá.

Para começar, vou situar vocês. Nos fins de Novembro pintou uma oportunidade de trabalho para alguns colegas do Mestrado (aí inclusos L. e D.) e eu. Nós iríamos avaliar as aulas práticas dos futuros professores do estado do CE em um concurso público. Grana boa por dois dias de trabalho. Infelizmente, o concurso estava marcado pros dias 12 e 13 de Dezembro, e eu tinha uma passagem comprada de Fortaleza para Recife pro dia 5. Como nós estávamos ansiosos para voltar às nossas casas, e o semestre tinha acabado dia 1, decidimos regressar e voltar dia 10 ou 11, de carro para economizar. Até aí tudo bem, gastaríamos com passagem, mas ao menos teríamos um carro aqui.

A VIAGEM

Chegando em Recife, na semana em que íamos viajar ia ocorrer a Feira Música Brasil. Evento gratuito que rola todos os anos. Na programação da quarta-feira, Banda Black Rio e Mano Brown; Móveis Coloniais de Acaju; e a tão esperada Nação Zumbi, com a gravação do DVD em homenagem aos 15 anos de lançamento do cd fodão Da Lama ao Caos. Na quinta tinha Mundo Livre e Sepultura, na sexta Pitty e Marcelo D2, e por aí vai. Eu estava ansioso pra ir, claro. Mas sabia que se fosse viajar na quinta de manhã teria que fazer um esforço enorme para assistir à Nação Zumbi. Na quarta, D. me liga dizendo que a gente precisa estar lá pelo menos na quinta, caso rolasse alguma reunião de esclarecimento da empresa realizadora do concurso. Marquei com L., e decidimos ir quinta de manhã, às 6 na casa de L.

Fui pro show, muito legal, bebi litros, cheguei em casa tinha uma mensagem de L. dizendo para eu chegar às 7. Até aí tudo bem. Fui arrumar o que ia levar, afinal, esqueci de fazer as malinhas. Como eu ia acordar muito cedo, guardei notebook logo na bolsa, algo que normalmente só guardo por último, e como ainda estava bebinho, fui dormir umas 2 e meia. Acordei, saí atrasado porque ia dar carona pra minha mãe e para minha irmã, fui para casa de L. Cheguei na casa dele atrasado, porque eu tinha esquecido o caminho, acabei entrando no caminho certo e voltando achando que estava errado, depois me toquei, tive que fazer um retorno, errei a saída da BR, tive que fazer outro retorno, e quase errei a entrada da casa dele. Isso mesmo, eu errei 3 entradas/saídas só pra chegar lá. Peguei L. e seu irmão K. que estava de férias e queria curtir a cidade, passei na casa de D. quase 9 da manhã, e seguimos na BR-101.

Quando eu me preparei pra viagem, eu vi o caminho pelo mágico Google Maps. Olha o caminho que ele me passou:


Exibir mapa ampliado

Aparentemente, nada de errado com o mapa, né? A viagem foi legal, com exceção de uns caminhões grandes na nossa frente impedindo que ultrapassássemos, e que a MAIORIA dos postos de gasolina na BR NÃO aceitam cartão de crédito. Então, quando for fazer uma viagem, cuidado com isso. No mais, tudo transcorreu sem problemas até chegarmos a Aracati, à noitinha. Lá, tinha uma placa: "Para Fortaleza via BR-304 ^ Via CE-040 ->". Bom, no nosso mapa do Google que eu tinha em mente, e pelo senso comum, afinal, BR's são melhores que estaduais, optamos viajar pela BR-304, que de agora em diante até o fim da minha vida, chamarei de BR-304 OF DOOM.

O trecho da BRoD que sai de Aracati até a Br-116 (que chamarei de OF JESUS, saberás o porquê) tem uns 50 km, e o cruzamos em umas duas horas. Isso. 25 km/h de velocidade média. Por causa de BURACOS. CRATERAS. Vieram aos poucos, batendo forte embaixo do carro, porque os primeiros eu não vi porque estava muito rápido e escuro. Depois tive que ir bem devagar. O foda é que a gente só viu uns poucos carros pequenos no trecho, e muitos caminhões grandões, daqueles bitrem. Amigo leitor, imagina você em uma caixinha de metal chamada Gol, no escuro, em uma estrada esburacada, e vendo caminhões como esses serpenteando pela estrada para desviar dos buracos, correndo risco de bater em você:



É assustador, não? Poisé. Nisso, a estrada não acabava, eu não via VIVALMA perto. Nem uma casinha que pudesse ajudar a gente caso a porra do carro quebrasse em algum lugar. Você podia sentir o medo dentro do carro. Todo mundo caladinho, esperando o pior. Até L., que é danado para soltar uns peidos fodas, não deixou nada passar. Situação nossa também, claro. Tive que ir pro acostamento algumas vezes por causa dos caminhões, com medo de bater. Claro, caminhões com uma carga imensa, as famosas fórmulas Massa x aceleração e Massa x Velocidade ficavam passando na minha cabeça o tempo todo. Bom exercício de Física e concentração. "Um bitrem carregado tem um peso total de umas 50 toneladas. O caminhão tá a 30 por hora. E meu Golzinho tá com 1,3 tonelada a 30. A pergunta não é SE, mas COMO eu vou me fuder agora." FODA.

Até, finalmente o martírio acabar, e chegarmos na BR-116 OF JESUS, mais limpa, sem buracos. Alívio imenso. Chegamos em casa, começamos a falar com A., outro morador daqui, que também ia pro concurso. Nisso ele fala: "Pows, tá ligado que foi adiado, né?" A gente: "O QUÊ? TÁ BRINCANDO?", e ele mandou a gente checar os emails. (A empresa entrava em contato com a gente por email). A empresa tinha mandado um email às 8 da noite da quarta-feira marcando uma reunião pra quinta à noite, e logo após outro às 9:30 da noite para dizer que o concurso, por motivos de força maior, tinha sido adiado sine die. ISSO mesmo, a bagaça foi adiada por tempo indeterminado e nós não pudemos ver isso por quê? Bom, eu estava no show, cheguei em casa, saí e nem olhei internet. L. tinha saído também, e me mandou a mensagem pelo CELULAR para não ter que olhar a internet e dormir logo. D. não tinha internet em casa. Para quem não tá entendendo, foi isso mesmo que você tá pensando. Depois dessa merda TODA, o concurso ainda foi adiado. Como já estávamos em Fortaleza, com carro e etc, adotamos o discurso: "Se já tô no Inferno, não custa nada dar um abraço no Capeta" aproveitamos a situação e demos uma passeada pela cidade. Aqui, descobrimos que a CE-040 (DA FELICIDADE) era o melhor caminho, era bem asfaltada e etc, só que como os bitrem não podiam andar na CE, tinha que ir pela BRoD. FAIL eterno.

A volta transcorreu sem problemas. O único momento de medo foi quando a gente tava indo para a CE-040 e passou pela BRoJ. Pensei logo na BRoD, mas passou. Ainda bem.

O CONCURSO DE FACTO

Nas férias descobrimos que o concurso foi marcado para dias 9 e 10 de Janeiro. Só tínhamos que ir para uma reunião de esclarecimentos no dia 5, no lugar onde seriam as provas, um grande colégio daqui. Como não sabíamos o caminho, um amigo diz: "Cara, pega a Topic/Van/Perua 06 lá na Avenida Bezerra de Menezes que passa lá por perto". Até aí tudo bem. L., D., A. e eu estávamos esperando a bendita Topic, quando passa uma Topic laranja, da cooperativa de Caucaia, que é uma cidade vizinha, com o número 06. Os meninos demoraram a chegar, então perdemos. Depois passou uma azul, da cooperativa de Fortaleza, com o número 06, e pegamos. D. perguntou o lugar onde descer, e o trocador/cobrador disse que ia avisar. Chegando numa avenida aqui, L. com receio mandou eu perguntar, e quando me levantei, o cobrador disse: "Rua Tal é agora." Eu achei estranho, mas como o cara devia saber mais que eu, descemos. Daí, reparamos que estávamos MUITO longe do lugar certo, e o cobrador disse o lugar errado pra gente, o fdp. Tivemos que pegar outra Topic pra chegar lá.

No primeiro dia do concurso, além de nós 4, F. resolveu ir com a gente também. Na parada, pegamos a MALDITA Topic 06 LARANJA, de Caucaia. Nisso, eu comecei a reparar que o caminho era "estranho", mas desencanei, achando que era outro itinerário. Nisso, a Topic para no centro da cidade. Bateu um desespero. O motorista disse que se fosse pra ir pro lugar que a gente queria, a gente teria que voltar pra nossa parada original, e pegar outra Topic, afinal ele não sabia chegar no Colégio DO CENTRO da cidade. Farei uma pausa aqui para criticar o Sistema de Informações Populares da cidade de Fortaleza. PQP. É incrível como as pessoas não sabem passar uma informação direito aqui nessa cidade. Se você para um cara na rua e fala: "Amigo, como faço pra chegar no lugar X?" O cara fala: "Má, má, é logo ali pertinho, vai aqui direto". Normalmente o "logo ali" tanto varia de 1 km para 1 légua. É sério. Continuando. F. saiu de perto da gente e foi negociar com um cara em uma kombi. O cara disse que levava a gente por uns 40 paus. Nisso, eu subi na kombi e fiquei lá, olhando a hora no relógio para não chegar atrasado. Eu conheço um pouco as ruas daqui, e comecei a reparar que a kombi começou a pegar um caminho estranho, um caminho que vai para a CE-40 (da Felicidade). Aí me toquei: O colégio que íamos tem 3 unidades. Uma no centro, outra em um bairro nobre (que era pra onde iríamos) e outra na PQP. Reparei que a gente tava indo pra PQP (clique aqui para efeito sonoro). F. é um cara gente boa, só que é do interior e não conhece muito bem Fortaleza, aí se enrolou. Ele marcou pro cara levar a gente pra PQP. Puto da vida, o motorista deu meia-volta e foi pro lugar certo.

Lá no concurso, descobri que a Maldita Topic laranja na verdade nem PODIA parar pra pegar passageiros na cidade de Fortaleza. E claro, a Cooperativa de Caucaia, embora tenha os mesmos números, tem um itinerário totalmente diferente da de Fortaleza. E claro, o sistema de transportes não se importa em colocar Topics de mesmo número parando no mesmo lugar. Até aí, tudo ocorreu bem até que à tarde a gente recebe a notícia: O dinheiro que a gente ia receber pelo concurso ia ter um desconto de 11% de contribuição ao INSS. O QUÊ?! Nós não contribuímos pro INSS porque não temos emprego fixo, somos classificados como autônomos lá, e por isso podemos fazer a contribuição individual. Além de toda a merda, a galera só veio avisar pra gente de última hora que íamos ter que fazer a contribuição OBRIGATÓRIA pro INSS.

Bom, senhores, é isso. Com essa eu finalizo meu relato. VDM

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O "problema" com Dan Brown

Saudações, guerreiros.

Tive a ideia desse post depois que o jornal The Times disse que o pior livro da década foi O Código DaVinci. Depois de ter finalizado, eu ouvi isso aqui. Nerdcast sobre o filme O Código da Vinci. Recomendo.

Como eu sei que meus ínfimos leitores não são vegetais, eu assumo que os senhores sabem quem é Dan Brown, o infame autor do fenômeno editorial "O Código DaVinci" e também de "Anjos e Demônios", "Fortaleza Digital", "Ponto de Impacto" e o mais recente (que não li), "O Símbolo Perdido".


Se você não conhece, "meet Dan Brown"

Pois bem. Dan Brown fez um sucesso ENORME (no estilo HUGE MOTHERFUCKA) com seu livro "O Código DaVinci", por causa das polêmicas levantadas no livro, falar da Igreja, Maria Magdalena (eu usei o "G" pra dar um ar cult) e sua relação com Jay C (popularmente conhecido com Jesus Cristo) e etc.

O problema maior de Dan Brown para as "mentes pensantes" em geral foi que no início do livro ele declara algumas coisas como FATO, sobre o Priorado de Sião e etc. Coisas essas que são totalmente inventadas por um cara tão fanfarrão quanto ele, o Pierre Plantard, e que foram "mastigadas" em um livro de 85, chamado "A linhagem sagrada e o santo Graal" (tradução livre minha), de Michael Baigent, Richard Leigh e Henry Lincoln.

Enfim, não é sobre isso que eu necessariamente quero falar. Gostaria de falar sobre as críticas (não necessariamente infundadas) que o autor recebe.

Doa em quem doer: Eu acho que os livros do Dan Brown possuem uma narrativa incrível, e como narrativa entendam "como" ele conta a história. Mais ainda, como ele te prende na leitura e coisa e tal. E também é fácil de ver nos textos dele que existe uma pesquisa muito forte envolvida no negócio, ele sempre tenta mesclar algo histórico ou real com a trama que ele está desenvolvendo. Quem tem as versões ilustradas do Código ou do Anjos sabe do que eu falando.

Mas tem algo MUITO chocante, e por essa eu daria um "Pedala Robinho" no Dan Brown: A história é igual sempre. Não querendo spoilear muito, mas sempre você vai conseguir sentir um padrão na trama do Sr. Brown. Saca aquele personagem importante X no livro Y que faz A e depois B? É, amigo, ele vai fazer a mesma coisa no outro livro. Fato. Acho que essa é a única grande falha dele. Se tiver outra no livro, com relação a furos na trama e etc, não lembro agora. Mesmo assim, eu leria outro livro dele, só pra ver como é a história por trás de tudo. É como se fosse uma sinfonia. Você sabe (ou saberá agora) que uma sinfonia normalmente se compõe de 4 movimentos, o primeiro "alegrinho", o segundo lento, o terceiro um minueto (uma dança) ou um Scherzo (uma brincadeira, ou, podemos dizer que eles tocavam "for the lulz") e o quarto, de novo algo alegre ou um rondó, que é algo que tem um tema principal intercalado por dois ou três temas que sempre se repetem na música. (Para entender essa sequência, escute toda a peça de Vivaldi "As Quatros estações"). Como dizia, é como uma sinfonia. Tem uma forma pré-estabelecida, mas o que importa é o que acontece no meio do caminho. Ou uma comédia romântica, ou uma novela da Globo.

Isto posto, acho que O Código DaVinci não devia ser considerado o "pior livro da década". Acho que os pseudo-cults que comandam essas paradas acham que uma obra só é boa se chegar ao alcance de poucas pessoas. Se uma quantidade enorme de pessoas usufruir da obra, tá no "mainstream" e portanto não presta. Eu diria que é quase (e enfatizo o QUASE) como o caso do Paulo Coelho. Não aprofundarei sobre ele agora, talvez no futuro. Muita gente fala mal dele também, mas pelos "motivos errados", ao meu ver. Aí ficaram fazendo piada porque o cara entrou na Academia Brasileira de Letras. Entrou justamente por isso, porque incentivou a leitura em milhares de pessoas. Ora, quem você não conhece (que costuma ler coisas) não leu Paulo Coelho? E o mais importante, quantas pessoas que não leem NADA e começam por Paulo Coelho por algum motivo? Estranhamente, o cara tem sua importância.

Enfim. O Símbolo Perdido já está à venda, e eu vou ler...

P.S: Recomendo às pessoas que leiam Frederick Forsythe. Gosto muito dos livros dele, são de ação/suspense (thriller), mas sem muita frescura.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Meu caro amigo, quem é?

*Essa postagem foi uma correção sobre algo que ouvi no Nerdcast sobre Ditadura Militar. Alguém tinha dito que a música foi feita por Chico enquanto ele estava no exílio, mas ele já tava no Brasil quando escreveu.

Recomendo agora que vocês escutem a música "Meu caro amigo", de Chico Buarque, em parceria com Francis Hime. Se ouviu, ótimo. Aqui vai a letra e um vídeo "making of" (recomendadíssimo) no Youtube:


Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando e também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus


A música é de 1976, se não me engano e se vocês repararem, vão entender que é uma carta que ele manda do Brasil para o amigo dele, o famoso dramaturgo Augusto Boal, que fundou o Teatro do Oprimido, e escreveu "Mulheres de Atenas" junto com Chico, e morreu esse ano. Boal estava exilado em Lisboa quando a música estava escrita, e Chico já tinha voltado de seu exílio. Acho que é uma das músicas mais legais dele.

Gostaria de deixar a última estrofe da música:

A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus

Marieta, claro, é a Marieta Severo, ex-mulher do cara, Cecília (Cecília Boal) a mulher de Augusto, e Francis é o Francis Hime, co-autor da música.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Falta de humildade x Confiança

...Ou, humildade é sobreestimada?

Quem me conhece sabe que às vezes eu tenho atitudes que para os olhos politicamente-corretos são vistas como "falta de humildade". Por isso, gostaria de explicar o significado da parada, claro, retirada das Escrituras Sagradas:

Humildade vem do Latim humus que significa "filhos da terra". Refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A Humildade é a virtude que dá o sentimento exato da nossa fraqueza, modéstia, respeito, pobreza, reverência e submissão.

Baseado nisso, gostaria de falar também de Confiança:

Confiança é o ato de deixar de analisar se um fato é ou não verdadeiro, entregando essa análise à fonte de onde provém a informação e simplesmente absorvendo-a.Confiar em outro é muitas vezes considerado ato de amizade ou amor entre os humanos, que costumam dar provas dessa confiança. A confiança é muito subjetiva porque não pode ser medida, é preciso acreditar em alguém e conhecê-lo para poder confiar, o que torna a confiança um conceito intrínsico. Confiança é o resultado do conhecimento sobre alguém. Quanto mais informações corretas sobre quem necessitamos confiar, melhor, formamos um conceito positivo da pessoa.

Isto explicado, vamos ao que interessa.

Suponha que você tenha um empregado na sua empresa, que aparentemente é capacitado para uma tarefa. Você chega nele, e pergunta; "Uéslei, você consegue executar essa tarefa?". Se o Uéslei dizer que consegue fazer a tarefa, você vai dizer que Uéslei não é um menino humilde?

Ou, em outro ambiente, o Uéslei sai da prova do vestibular, e você pergunta a ele: "Uéslei, e aí, conseguiu fechar a prova?" Uéslei fala: "Cara, acho que sim. Sabia quase todas as questões." Uéslei, mais uma vez, não é humilde?

Quando as pessoas se encontram com pessoas como o Uéslei, pensam: "Cara, esse cara não é humilde", e começam a tratar o Uéslei com olhos enviesados, o cara perde a credibilidade, ninguém quer falar com ele sobre determinados assuntos (afinal, ele não é humilde, e vai nos humilhar quando perguntarmos isso a ele).

Pois bem, senhores membros do júri, o que vocês encontraram foi apenas um cara que sabe o que tá fazendo, e não tem porque esconder isso. Ou vocês acham que Uéslei, depois de ter feito a tarefa milhares de vezes, quando o chefe pergunta se ele consegue executar e ele diz que consegue, nosso Uéslei deveria dizer que ele não sabe executar, pra passar a imagem de "humilde"?

Agora, se nosso Uéslei chegasse na empresa falando: "Eu sou o fodão, vocês são uns merdas, eu consigo fazer tudo isso e etc." ou "Eu tirei a maior nota do vestibular, eu sou foda, vocês são uns merdas..." <--- Falta de humildade

Outra coisa que me irrita com relação à humildade é que sempre quando um veículo de comunicação fala de uma casa de alguém pobre, diz: "Fulano mora em uma casinha humilde." Quando esse tipo de comportamento é repetido milhares de vezes, a população passa a entender que um cara pobre é humilde, o que é legal, e o cara rico é playboy, não é humilde, não presta, a gente não deve se juntar a ele. Isso remete ao "Admirável Mundo Novo", mas já é outra estória.

Só gostaria de deixar constado para os politicamente-corretos de plantão, que quando um cara diz que é humilde, ele automaticamente deixa de ser. Fica a dica.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dia dos professores...

Ou, o Dia do Mestre...
Todo mundo por aí afora lembrando de história engraçadas ou edificantes de seus professores. Como eu sou um cara que segue a corrente, darei meu testemunho. Não, não falarei das maravilhas de ser um professor, de quão recompensante é, porque nem sempre é assim. Vou falar dos mestres que tive.

Primeiro: Não querendo citar nomes, mas eu tinhas umas professoras no Colégio Especial que eram lindas, cara. Só na oitava série eram umas 3, fora uma das coordenadoras também. Se eu tivesse chegado um ano atrasado, quem ia dar aula pra mim era a Gisele Tigre, só pra tu ter idéia. Lógico, era ano de 98 (ela entrou em 99), e depois de um ano ou dois foi pra Malhação. Eis Gisele Tigre:
Ouso dizer que ela não mudou muito de lá pra cá... É, meus amigos, adolescência, hormôonios à flor da pele, naqueles tempos sem internet, eu tinha muitas inspirações na escola. Por incrível que pareça, eu me dava muito bem nas matérias das professoras gatas, porque prestava atenção nelas demais, se é que vocês me entendem.

Enfim, vamos aos testemunhos propriamente ditos. Vou citar dois casos, o primeiro de um professor na graduação, e outro no ensino médio. Começarei com a graduação.

Antes de começar, eu sou formado em Licenciatura em MAtemática, e por isso, tive que assistir algumas matérias de Educação. Numa dessas matérias, o professor passou um trabalho pra os grupos fazerem. O meu trabalho foi sobre Etnomatemática. Para os preguiçosos, Etnomatemática nada mais é que o estudo das práticas Matemáticas em diferentes etnias ou grupos sociais. No Brasil, esse trabalho é focado principalmente nos índios. Pois bem, quando eu recebi o trabalho, vesti a camisa totalmente, pois achei muito interessante, e tal qual Romário na Copa de 94, chamei a responsabilidade pra mim, bati no peito, e disse: "DEixa que eu faço, peixe." Li um livro-texto de Ubiratan D'Ambrosio (o CARA sobre o assunto no Brasil), troquei email com ele e tudo, e li alguns trechos de outros livros sobre as práticas matemáticas numa aldeia do Xingu.
Enfim, fiz o trabalho na moral, escrevi bem, dei até exemplos históricos na Carta de Pero Vaz De Caminha na parada, usei até termos em grego e o cacete. Dei o trabalho para o professor dar uma conferida se tava legal. Ele levou pra casa, no outro dia, ao ser arguido (não trema), ele fala:

"Ah, rapaz, aquele teu trabalho tá muito copia e cola. Copiasse de onde?"

Filho. da. mãe. Eu ceguei, cara. Se fosse outra situação, com amigos, a casa tinha caído, na moral. Argumentei com ele que fiz a porra do trabalho na moral, virei noite digitando, aí ele acreditou.
Depois dessa, vem sempre à cabeça a célebre frase: "Qual é a credibilidade de um palhaço?"

E agora, no Ensino Médio.

Lá no Especial, segundo ano do Médio, Geografia. O assunto era grupos econômicos (ou algo assim): Oligarquias, Cartéis, Monopólio, Trustes, essas paradas que eu não sei o que é, mas estão nas Sagradas Escrituras. Na prova, o professor pergunta: "Dê 2 exemplos de cartéis." Lógico, como foi dado em sala de aula, o professor queria que eu citasse Opep e outro aleatório (não lembro). Ele só tinha dado dois exemplos na sala, e queria exatamente esses. Eu, querendo pagar uma de engraçadinho ou algo assim, escrevi:

"Cartel de Cáli e Cartel de Medellín, na Colômbia."

Pra quem não saca a idéia, esses "cartéis" eram os responsáveis de passar as "Dorgas mano Vid4 Lok4" nessas cidades colombianas. Pablo Escobar era do Cartel de Cali, se bem me lembro. Enfim, é óbvio que o professor me deu zero na questão. Aí fui argumentar, ele falou que não eram os cartéis "certos". Eu merecia um 10 na questão, só pela coragem e malandragem.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O Grande Irmão está te olhando...


A cultura inútil do dia foi baseada em uma colocação pelo Twitter do Izzy Nobre do Hoje é um bom dia.


Ok, todos aqui sabem que existem o programa Big Brother Brasil, baseado no programa Big Brother holandês, eu acho, que é o primeiro. Bom, você, ser que assiste o programa ou não, deve saber que o termo Big Brother foi cunhado a partir de um personagem do livro 1984 (publicado em 1948, só prá constá), do fodástico George Orwell. No livro, o personagem "O Grande Irmão" é como se fosse o presidente da bagaça. E em todas as casas tem uma televisão, de onde o "Grande Irmão" está sempre olhando para você:

As pessoas sabem o que você faz em casa, na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê.
Enfim, não vou fazer uma resenha do 1984, recomendo que vocês leiam. Mas a cultura inútil do dia é: Se O Grande Irmão, é o cara que OLHA, porque o Pedro Bial chama os participantes de "Brothers"? ELES não são os "brothers", NÓS que somos o Grande Irmão, entendem? Nós que estamos olhando aquela porra a todo momento sabendo da vida dos outros...

Abraços...

P.s: Agradecimentos à Renata, que me deu um 1984 de presente.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Karma is a bitch...

*Esse post é uma "resposta" ao post anterior.

Estava na faculdade hoje e na hora de ir embora, lembrei que tinha que renovar três livros na biblioteca. Esses livros não estavam comigo na faculdade, estavam todos em casa, o que não é problema, já que pra renovar não precisa levar o livro. Chegando lá, constatei que um livro que devia ter sido renovado sexta-feira NÃO foi renovado pelo atendente. Detalhe que na sexta eu fui lá pegar dois livros e renovar esse, só que o atendente viadinho ficou junto da outra moça conversando com ela, isso deve ter tirado a concentração dela, sei lá. Enfim, tava atrasado dois dias, e eu só podia RENOVAR os livros que eu queria se eu PAGASSE a multa do livro que eu "esqueci" de renovar. Só que o livro que estava em atraso era um livro que foi reservado, ou seja. Eu devia ir em casa, e pegar o livro pra pagar a multa devida e poder renovar os outros livros para não levar mais 3 multas.
Resumindo que eu fui em casa pra pegar os livros, e voltar pra facul e resolver o troço. Isso não é um problema, visto que eu vou andando pra casa, o objetivo desse post é explicar porque o Karma é uma merda.

* A atendente provavelmente viu que eu tinha um livro pro dia 9. Se ela tivesse "tentado" ajudar, eu teria reafirmado o processo, e provavelmente não teria que voltar lá, poderia ter feito tudo pela internet.
* Se eu tivesse checado o MALDITO recibo, eu veria que não teria um livro renovado. Detalhe: Eu sempre pertubo o L. para ele ficar lendo as paradas que recebe (bula, manual de instruções, etc...)

Karma, you BITCH!